A Polícia Civil de Rondônia deflagrou, nesta terça-feira, 1º de setembro, a Operação Radix, que resultou na prisão preventiva de quatro pessoas investigadas por envolvimento na morte do cirurgião-dentista Clei Bagattini, assassinado em julho de 2024, dentro de seu consultório, em Vilhena.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Vida de Vilhena e cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de Vilhena.
As prisões ocorreram simultaneamente em duas cidades de Rondônia. Dois investigados foram presos em Vilhena e outros dois foram localizados em Cacoal.
Policiais civis do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil de Rondônia também participaram das diligências, principalmente nos trabalhos de localização dos alvos e no apoio operacional às equipes responsáveis pelo cumprimento das ordens judiciais.
INVESTIGAÇÃO AVANÇA SOBRE A ESTRUTURA DO CRIME
Segundo a Polícia Civil, esta nova etapa da investigação alcançou o chamado “braço operacional” do grupo, permitindo individualizar, ao longo do inquérito, as funções que cada um dos investigados teria exercido na preparação e na execução do homicídio.
Os quatro presos são investigados por participação em homicídio qualificado, com emprego de meio cruel e recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima.
Eles também são investigados por crimes relacionados a organização criminosa armada e ao suposto embaraço de investigação de infração penal relacionada à organização.
De acordo com a Polícia Civil, considerando as penas máximas previstas para os crimes investigados, uma eventual condenação pelos delitos atribuídos pode alcançar até 42 anos de reclusão.
O homicídio qualificado é considerado crime hediondo pela legislação brasileira.
OPERAÇÃO BUSCA A “RAIZ” DO CRIME
O nome Radix, escolhido para a operação, vem do latim e significa “raiz”.
Segundo a Polícia Civil, a denominação representa a estratégia adotada pelos investigadores: avançar para além da execução imediata do homicídio e tentar identificar toda a estrutura que teria possibilitado a prática do crime.
A investigação busca esclarecer não apenas a possível atuação dos executores, mas também eventual participação de outras pessoas na organização, preparação, financiamento, logística ou sustentação da ação criminosa.
A Polícia Civil relaciona ainda o nome da operação ao verbo “erradicar”, que possui a mesma raiz latina e significa, literalmente, “arrancar pela raiz”.
INVESTIGAÇÃO CONTINUA
Apesar das quatro prisões realizadas nesta terça-feira, a Polícia Civil informou que a Operação Radix não representa o encerramento das investigações.
Os materiais apreendidos durante as buscas deverão passar por exames periciais e poderão ser incorporados ao conjunto de elementos que compõem o inquérito.
Os investigadores continuam trabalhando para esclarecer toda a cadeia de participação na morte de Clei Bagattini e verificar a eventual existência de outros envolvidos no planejamento, execução ou suporte ao crime.
Por razões estratégicas, a Polícia Civil informou que não divulgará, neste momento, detalhes que possam comprometer as diligências ainda em andamento.
Os quatro presos são considerados investigados, e as responsabilidades individuais deverão ser analisadas no decorrer da investigação e do processo judicial, sendo assegurados o contraditório e a ampla defesa.
Por RO Acontece/ O Minuto Notícia
