Durante a última sessão ordinária da Câmara Municipal de Vilhena, o vereador Samir Ali (MDB) fez duras críticas à condução do conflito envolvendo o grupo Chavantes, responsável pela administração da Santa Casa de Chavantes, unidade que presta atendimento à saúde municipal. Em um aparte ao discurso do presidente da Casa, Celso Machado (PL), o parlamentar atribuiu ao prefeito Flori Cordeiro (Podemos) a responsabilidade pelos rumos tomados pela crise.
Segundo Samir, a cobrança legítima feita em relação à Santa Casa — que enfrenta falta de medicamentos para pacientes internados, além de salários atrasados de médicos, profissionais da saúde e empresas terceirizadas — teria sido desvirtuada politicamente pelo chefe do Executivo municipal.
“Desde o início, esse assunto foi tratado com total irresponsabilidade pelo prefeito de Vilhena”, afirmou o vereador, ao defender que o debate deveria ocorrer de forma séria, técnica e transparente, com foco na solução dos problemas enfrentados pela população.
Samir Ali destacou que, embora as cobranças estejam direcionadas à gestão da Santa Casa, o prefeito teria optado por se manifestar publicamente afirmando que a prefeitura não teria relação com a questão, postura que, segundo o parlamentar, contribui para confundir a opinião pública e enfraquecer o debate institucional.
Para o vereador, é fundamental que a situação seja esclarecida de forma objetiva à população, uma vez que informações desencontradas e versões conflitantes vêm ganhando espaço na comunidade.
“Precisamos entender também o motivo do silêncio dessa empresa. Por que ela não fala, de fato, o que está acontecendo?”, questionou Samir, ao cobrar posicionamento público do grupo Chavantes sobre os problemas enfrentados pela unidade hospitalar.
O caso
A polêmica envolvendo o grupo Chavantes se arrasta desde o início de janeiro deste ano, quando o presidente da Câmara, Celso Machado, denunciou o atraso salarial de médicos do Hospital Regional, que já se estenderia desde o mês de novembro. A situação levou, inclusive, à sugestão de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação da entidade.
Enquanto o impasse segue sem solução concreta, pacientes, profissionais da saúde e familiares convivem com a incerteza e a precarização dos serviços, ampliando a pressão sobre o poder público e a gestão da Santa Casa. A crise expõe, mais uma vez, as fragilidades do modelo de terceirização da saúde e levanta questionamentos sobre responsabilidade, fiscalização e transparência na administração dos recursos públicos.
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Fonte: RO Acontece
