Um corpo do sexo masculino, ainda não identificado, foi encontrado na tarde desta quinta-feira (05) em um córrego localizado na Rua João Batista, esquina com a Rua Pará, no município de Jaru (RO). Além da cena chocante, o caso expôs um problema grave: o corpo permaneceu no local após a perícia por entraves burocráticos ligados à Prefeitura de Jaru, gerando revolta entre moradores.
De acordo com relatos de populares, o corpo surgiu durante a forte chuva que atingiu a cidade e estava sendo arrastado pela enxurrada. Ao perceberem a situação, moradores intervieram e conseguiram conter o cadáver, evitando que fosse levado novamente pela correnteza, até a chegada das autoridades.
O cadáver já estava em avançado estado de decomposição, o que dificultou a identificação imediata. Até o momento, a identidade da vítima é desconhecida, porém foi constatada a presença de uma tatuagem de grandes proporções nas costas, detalhe que pode auxiliar no reconhecimento.
A Polícia foi acionada, compareceu ao local e realizou todo o trabalho pericial necessário, incluindo o isolamento da área e os procedimentos técnicos. No entanto, após a conclusão da perícia, o corpo não foi removido, situação que causou indignação na comunidade.
Segundo informações apuradas, o impasse não envolveu a Polícia nem a perícia, mas sim um entrave administrativo da Prefeitura de Jaru, especificamente no acionamento da Assistência Social do município, responsável por autorizar e custear a remoção e o sepultamento em casos de pessoas não identificadas.
A funerária de plantão informou que não possui convênio com a Prefeitura de Jaru, motivo pelo qual não poderia realizar a retirada do corpo. Já a Funerária Caminho do Céu, que mantém convênio para esse tipo de atendimento, esclareceu que somente pode agir após autorização formal da Assistência Social, procedimento que envolve trâmites burocráticos e pode gerar demora.
Enquanto os órgãos discutem responsabilidades e protocolos, um corpo humano permaneceu exposto, levantando questionamentos sobre a eficiência do poder público municipal diante de situações emergenciais e sensíveis como esta.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades, e a identificação da vítima dependerá da conclusão dos exames periciais e do avanço das investigações.

Fonte: RO Acontece/ Com informações do site Jaru Online
