A Polícia Civil avançou nas investigações sobre o caso de homicídio consumado e tentativa de homicídio registrados na zona rural de Ariquemes, envolvendo um casal de idosos atacado na linha C-65. A principal suspeita do crime é a própria neta das vítimas, uma adolescente de 17 anos, que foi apreendida por determinação judicial.
De acordo com informações repassadas pelo delegado Ricardo Rodrigues, ao longo desta quinta-feira (26) foram realizadas diversas diligências para o esclarecimento do caso, incluindo o depoimento da vítima sobrevivente — a avó da jovem — além da oitiva de testemunhas que podem contribuir com as investigações.
Ainda conforme a autoridade policial, advogados da adolescente procuraram a unidade policial para tratar da apresentação da suspeita. O Ministério Público de Rondônia também acompanhou os desdobramentos da ocorrência. Com base nos elementos reunidos durante a apuração, a Polícia Civil representou pela internação da menor.
Pouco após a apresentação espontânea, o Poder Judiciário expediu mandado de busca e apreensão, que foi cumprido pelas equipes policiais. A adolescente foi então encaminhada a uma unidade socioeducativa de internação, onde permanece à disposição da Justiça.
Durante o interrogatório, a jovem optou por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio. Apesar disso, segundo a Polícia Civil, os depoimentos e demais elementos coletados apontam para um possível cenário de premeditação.
A linha investigativa indica que a suspeita teria ido até a residência dos avós e pedido para que o avô se sentasse no sofá enquanto assistia televisão. Em seguida, teria se ausentado por alguns instantes e retornado efetuando disparos de arma de fogo. Após atingir o idoso, também teria atirado contra a avó e, na sequência, realizado novos disparos contra o avô.
Sobre uma possível participação do namorado da adolescente, o delegado informou que as investigações continuam e que, até o momento, não há conclusão definitiva quanto ao eventual envolvimento de terceiros.
O procedimento policial será finalizado e encaminhado ao Ministério Público, que deverá adotar as medidas cabíveis junto ao Judiciário. Conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a medida socioeducativa de internação pode ter duração máxima de até três anos, independentemente da gravidade do ato infracional.
Fonte: RO Acontece
