Filhos, netos, bisnetos e outros familiares da pioneira Geralda Ferreira Deiró compareceram a
sessão da Câmara Municipal de Vilhena, realizada em sua homenagem, nesta quinta-feira
(19). O nome dela será usado para identificar a rua hoje denominada CV 102-57, localizada
no Bairro Cidade Verde IV. A homenageada é avó do deputado estadual Cirone Deiró.
A pioneira Geralda é a matriarca de uma família composta por 273 descendentes. Ela chegou
em Vilhena em 1975, junto com o marido, Ademar dos Santos Deiró. Na cidade, também
fixaram residência todos os dez filhos do casal. Nasceu no dia 3 de agosto de 1920, na cidade
de Baraúnas, em Minas Gerais e faleceu no dia 10 de janeiro de 2015, em Vilhena, aos 94
anos.
A homenagem, em memória, foi proposta pela vereadora Amanda Areval e aprovada por
unanimidade da Câmara Municipal. Segundo ela, a trajetória da matriarca da Família Deiró
representa, de maneira exemplar, os valores que estruturam o desenvolvimento social:
família, fé, trabalho, solidariedade e formação moral. “Sua contribuição transcende o âmbito
familiar, encontrando reflexo direto na formação de cidadãos que hoje exercem papéis
relevantes na sociedade vilhenense e em outras regiões do país”, afirmou.
De acordo com a vereadora, a escolha do nome Geralda Ferreira Deiró para denominar via
pública revela-se plenamente pertinente, uma vez que sua trajetória de vida representa um
legado social e humano de grande significado para o município. Sua conduta ética e
inspiradora teria fortalecido laços comunitários e servido de referência para todos que tiveram
a oportunidade de conviver com ela, reforçando a relevância de seu nome como símbolo de
dignidade e compromisso com o bem comum.
Outro aspecto fundamental, segundo a vereadora, está no reconhecimento da
representatividade feminina expressa pela trajetória de Geralda Deiró. Considerada uma
mulher forte, resiliente e guiada pela fé, Geralda teria desempenhado papel decisivo na
construção e manutenção de sua família, enfrentando desafios com coragem e determinação.
“Ao homenageá-la em uma via pública, valoriza-se a memória das mulheres que, como ela,
contribuíram silenciosa e intensamente para o desenvolvimento social e humano da
comunidade, muitas vezes sem o devido reconhecimento público”, afirmou Amanda,
acrescentando que “a denominação de uma rua com o nome Geralda Ferreira Deiró constitui
homenagem legítima, oportuna e profundamente merecida, assegurando que sua memória
permaneça viva como exemplo de fé, amor, trabalho e contribuição social duradoura”.
Segundo a vereadora, a trajetória de Geralda Deiró reforça a importância do sentimento de
união e pertencimento, pois o lema que carregava “unidos seremos mais fortes”, traduz a
essência de sua vida e inspira, ainda hoje, atitudes de fraternidade e cooperação entre os que
preservam sua lembrança. “A adoção de seu nome em uma via pública, fortalece essa
identidade coletiva, perpetuando valores essenciais para a construção de uma sociedade mais
humana e solidária”, afirmou.
Emoção
O deputado Cirone Deiró falou sobre a emoção e gratidão da família com a homenagem feita
à matriarca. “É um privilégio poder compartilhar este momento com tantos outros pioneiros e
especialmente, com meus pais, que estão presentes nesta data tão significativa”, disse.
Segundo Cirone, falar da avó é reviver as memórias de uma mulher que dedicou sua vida a
acolher, motivar e inspirar, pois ela não teria apenas influenciado a vida de seus filhos, netos
e bisnetos, mas de todos que tiveram o privilégio de cruzar seu caminho. Ele afirmou que
seus familiares colhem hoje, os frutos do amor e da fé que ela semeou.
Em nome da família Deiró, o deputado agradeceu os vereadores Anderson Motorista, Dr.
Celso, Eliton Costa, Oziane Germiniano, Jander Rocha, Zé Duda, Pedrinho Sanches, Rose
Batista da Saúde, Roberto Souza Nego, Samir Ali, Silvano Pessoa e Wilson Tabalipa. “De
maneira especial, quero ressaltar o papel da vereadora Amanda Areval, cuja sensibilidade
reconheceu a trajetória inspiradora de uma pioneira que deixou sua marca no
desenvolvimento de Vilhena”, disse Cirone.
Texto: Eli Batista
Jornalista
