Um incêndio registrado no início da tarde desta sexta-feira (6) chamou a atenção de moradores do bairro Jardim Primavera, em Vilhena, e voltou a expor um problema antigo e recorrente na cidade: o abandono de imóveis e os riscos à segurança pública. As chamas atingiram o andar superior de um prédio abandonado, conforme mostram imagens gravadas por um comerciante ambulante que passava pelo local no exato momento em que o fogo se alastrava.
De acordo com o vendedor, o imóvel está abandonado há bastante tempo. Anos atrás, no local funcionava um bar, cujo proprietário residia no segundo pavimento do prédio. Atualmente, segundo relatos de moradores e comerciantes da região, o edifício vem sendo utilizado de forma irregular por dependentes químicos, que ocupam o espaço para consumo de drogas e bebidas alcoólicas.
Apesar da gravidade da situação e da intensidade das chamas, não houve registro de feridos. No momento em que o incêndio teve início, não havia ninguém dentro do imóvel, conforme informações preliminares repassadas pelas autoridades.
Ainda não há confirmação oficial sobre as causas do incêndio. As forças de segurança informaram que o prédio deverá passar por perícia técnica, que irá apontar se o fogo foi acidental ou criminoso. Até o momento, não há indícios conclusivos de que o incêndio tenha sido provocado de forma intencional.
O episódio reacendeu críticas e questionamentos sobre a falta de fiscalização e de providências em relação a imóveis abandonados na cidade, especialmente aqueles que acabam se transformando em pontos de uso de entorpecentes e abrigo improvisado. Moradores do Jardim Primavera relatam medo constante de incêndios, violência e outros riscos associados à ocupação irregular desses espaços.
Autoridades policiais destacam que, além da apuração das causas do incêndio, o caso deverá servir de alerta para a necessidade de ações integradas entre poder público, proprietários de imóveis e órgãos de fiscalização, com o objetivo de evitar novas ocorrências e garantir a segurança da população.
Enquanto a perícia não é concluída, o prédio permanece isolado, e o caso segue sob acompanhamento das autoridades competentes.
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Fonte: RO Acontece/ Com informações do site Folha do Sul Online
