O que era para ser uma aventura extrema no Pico Paraná, o ponto mais alto da região Sul do Brasil, acabou se transformando em um dos relatos mais comentados — e controversos — das redes sociais. Em um vídeo que viralizou, Thayane Smith escancarou os bastidores da trilha que terminou em delegacia e fez revelações que jogam gasolina em um caso já cercado de polêmica.
Sem filtro, Thayane afirmou que a subida não tinha apenas objetivos esportivos ou de superação pessoal. A expectativa, segundo ela, era clara: um possível desfecho íntimo com Roberto Farias Thomaz, conhecido como Betinho. “Eu não vou mentir. Eu fui lá pra cima com o intuito de relaxar meu corpo, ficar feliz e dormir depois”, disparou. A declaração ganhou ainda mais repercussão quando ela admitiu ter levado “um pacote de oito camisinhas”, sinalizando que a intenção ia muito além da trilha.
O problema, de acordo com o relato, é que o clima esperado simplesmente não aconteceu. Pelo contrário. Thayane classificou a experiência como “totalmente broxante” desde os primeiros quilômetros da caminhada, desmontando qualquer narrativa de romantização da aventura.
Cantoria, brincadeiras e zero liderança
No vídeo, a jovem descreve um cenário de irritação crescente. Enquanto enfrentava exaustão física, fome e sede, Roberto tentava manter o astral cantando músicas do filme O Rei Leão. “Ele ficava ‘Hakuna Matata’, e eu pensando: ‘Meu Deus, eu tô cansada, quero descansar’”, relatou, em tom de deboche.
A situação, segundo ela, piorou com conversas excessivas, brincadeiras fora de hora e até uma tentativa de fazer cócegas dentro da barraca — atitudes que, para Thayane, enterraram qualquer possibilidade de envolvimento. Mas o ponto mais grave, em sua versão, foi a falta de segurança e liderança durante a trilha.
“Eu comecei a trilha esperando um homem do meu lado, técnico de segurança, bombeiro, alguém que passasse firmeza. Mas ele não tinha liderança nenhuma, não tomava a frente”, afirmou. Em um momento de tensão, disse ter soltado a frase que viralizou: “Tenho pena da sua mulher”.
Da frustração pessoal ao debate público
As declarações incendiaram as redes sociais e reacenderam discussões sobre o caso, que acabou chegando à polícia após versões conflitantes ganharem espaço na internet. Até o momento, não há confirmação oficial de inquérito concluído ou denúncia formal por crime sexual, segundo informações públicas de órgãos de segurança.
Ainda assim, o vídeo expôs uma contradição que dividiu opiniões: de um lado, um relato explícito de frustração pessoal e expectativas íntimas não correspondidas; do outro, um episódio que passou a ser tratado com gravidade policial. A defesa de Roberto já negou qualquer conduta criminosa, enquanto especialistas em direito alertam que acusações feitas em redes sociais não substituem provas nem investigações formais.
Entre cantorias, camisinhas e acusações cruzadas, o caso do Pico Paraná deixa de ser apenas uma trilha malsucedida e se consolida como mais um exemplo de como relatos pessoais, quando expostos publicamente, podem ganhar proporções explosivas — e consequências jurídicas.
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Fonte: RO Acontece
