O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a compra de 40 televisores Smart TV de 50 polegadas para a realização de sessões de cinema em penitenciárias federais, sob a justificativa de promover ações de ressocialização de detentos. A medida, no entanto, tem provocado forte repercussão negativa e reacendido o debate sobre prioridades na segurança pública.
De acordo com informações oficiais, o investimento ultrapassa R$ 85 mil e prevê a distribuição dos equipamentos para unidades federais onde cumprem pena criminosos de alta periculosidade, incluindo líderes de facções. Para críticos da iniciativa, o gasto ocorre em um momento de avanço da criminalidade, fortalecimento do crime organizado e sensação crescente de insegurança em diversas regiões do país.
Especialistas e parlamentares da oposição avaliam que os recursos poderiam ser direcionados para reforço do policiamento, aquisição de equipamentos para as forças de segurança, melhorias na infraestrutura policial ou ações mais efetivas de combate às facções criminosas. O argumento é de que, enquanto o cidadão enfrenta a violência cotidiana, o Estado prioriza ações voltadas ao entretenimento dentro do sistema prisional.
O governo, por sua vez, sustenta que atividades culturais possuem potencial educativo e transformador, contribuindo para a reintegração social dos apenados. A justificativa, no entanto, não convence setores da sociedade que enxergam na medida uma inversão de prioridades, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por policiais, como falta de estrutura, baixos salários e sucateamento de equipamentos.
Para críticos do Palácio do Planalto, a decisão reforça uma percepção já consolidada entre opositores do governo: a de que há leniência no trato com o crime e excessiva valorização do discurso da ressocialização, sem que haja resultados concretos na redução da reincidência criminal ou no enfraquecimento das organizações criminosas.
O episódio amplia o desgaste do governo em um dos temas mais sensíveis para a população brasileira — a segurança pública. Pesquisas recentes indicam que o combate à criminalidade está entre as principais preocupações dos eleitores, que cobram rigor contra o crime, proteção às vítimas e políticas mais eficazes.
Ao investir em sessões de cinema para presos, a gestão Lula enfrenta críticas por, supostamente, priorizar o conforto do sistema prisional em detrimento das demandas do cidadão que cumpre a lei. Para opositores, a medida aprofunda a sensação de injustiça, alimenta o descrédito nas instituições e reforça a ideia de que, no atual modelo, o contribuinte segue arcando com a conta, enquanto a segurança da população permanece em segundo plano.
Fonte: RO Acontece
