Um caso de importunação sexual dentro de um órgão público causou indignação e repercussão em Vilhena. Na noite de ontem, a Polícia Militar foi acionada após denúncias de que uma funcionária do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) estaria sendo assediada de forma recorrente durante o horário de trabalho.
A vítima, uma jovem de apenas 19 anos, relatou aos policiais que vinha sendo alvo de investidas de um homem de 49 anos, de nacionalidade venezuelana, em situação de rua, que frequentava o local há vários dias. Segundo o relato, o suspeito passou a dirigir comentários considerados invasivos e de cunho sexual, chamando a servidora de “linda”, “a mais bela do local” e afirmando que ela tinha “carinha de bebê”.
O episódio mais recente teria ocorrido quando o homem pediu um copo de água e, no momento em que a jovem entregou o objeto, passou a alisar o braço dela, atitude que gerou constrangimento e medo. Assustada, a funcionária se afastou imediatamente e pediu ajuda a uma colega, que também presenciou parte da situação.
O caso se torna ainda mais grave porque, conforme o boletim de ocorrência, o suspeito chegou a seguir a vítima de bicicleta no trajeto entre o trabalho e a casa, obrigando o pai da jovem a passar a buscá-la diariamente no serviço por receio de algo mais grave acontecer. A situação levanta questionamentos sobre a segurança de servidoras dentro e fora do ambiente de trabalho.
Após a denúncia, a guarnição da Polícia Militar localizou o homem em seu local de trabalho, situado em frente ao prédio do CREAS, e o conduziu à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp). A vítima e a colega compareceram à delegacia para confirmar as acusações.
O caso foi formalmente registrado e encaminhado para investigação. A situação gerou revolta entre servidores e moradores da cidade, reacendendo o debate sobre assédio sexual, segurança em repartições públicas e a proteção de mulheres no ambiente de trabalho.
A importunação sexual é crime previsto em lei, e o episódio reforça a importância da denúncia para coibir práticas que violam a dignidade, a liberdade e a integridade das vítimas.
Fonte: Folha do Sul Online
