Raqueline estaria envolvida diretamente na morte do dentista
O julgamento de um dos crimes mais emblemáticos dos últimos anos em Vilhena teve início na manhã desta sexta-feira, 24 de abril, no Fórum Desembargador Leal Fagundes.
Sentam-se no banco dos réus Maikon Sega Araújo e Raqueline Leme Machado, denunciados por participação no assassinato do dentista Clei Bagattini, executado dentro de sua clínica no centro da cidade.
Devido à complexidade do caso, a previsão é de que o júri popular se estenda até sábado, dia 25 de abril. Apontado pelas investigações como intermediador da ação criminosa, Maikon Sega foi transferido de Porto Velho, onde já cumpre pena, para acompanhar presencialmente o julgamento.
O executor do crime, Maico Raimundo da Silva, não será julgado, pois morreu após confronto com forças policiais no estado de Mato Grosso. Segundo as investigações, ele teria sido peça-chave para que a polícia chegasse aos demais envolvidos, sendo considerado elemento central na elucidação do caso.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre possíveis mandantes do crime, tampouco foi amplamente divulgada a motivação do homicídio. Esse cenário aumenta a expectativa em torno dos debates entre acusação e defesa, que podem trazer novas informações e até ampliar o número de envolvidos.
O clima no fórum é de forte comoção. Familiares e amigos da vítima acompanham o julgamento vestindo camisetas com a imagem de Clei Bagattini, em um gesto simbólico de cobrança por justiça.
Estudantes de Direito e profissionais da área jurídica também compareceram para acompanhar de perto o julgamento, considerado um dos mais aguardados da região.
Na defesa dos acusados atuam os advogados Jacier Dias e Felipe Parra Jaquier. Representando a família da vítima como assistente de acusação está Gustavo Dandolini.
Pelo Ministério Público de Rondônia, a acusação é conduzida pelos promotores Rodrigo Leventi Guimarães e Vinícius Basso de Oliveira.
O desfecho será definido pelo conselho de sentença, formado por jurados, e pode representar um capítulo decisivo na busca por justiça em um caso que ainda provoca questionamentos e inquietação na sociedade de Vilhena.
Informações: Folha do Sul Online
